Categoria

Portal SNS

Categoria

Camisola às riscas vermelhas e brancas, gorro com as mesmas cores, calças azuis, bengala e óculos redondos. Não estou a falar de nenhum adepto de uma equipa de futebol, nem do equipamento dum praticante de ski, mas sim de um personagem bem conhecido de uma série de livros de banda desenhada, que proporciona aos leitores o desafio de procurar o “Wally” no meio de desenhos multicoloridos e com muitas semelhanças entre os vários personagens, dificultando assim o objectivo de encontrá-lo.

Ao procurar o “Wally” não consigo deixar de pensar que o “Wally” representa um qualquer cidadão que todos dizem dever estar no centro do sistema. Mas nos livros, “Wally” raramente está no centro, confundindo-se com os demais e encontrando-se bem escondido algures descentrado no desenho.

E o cidadão? Está no centro do sistema ou, à semelhança do “Wally”, também está encoberto pelos outros e afastado do centro?

O seu investimento na leitura deste post é de 12 minutos

A minha é maior que a tua?
A partir de uma determinada idade entra-se na lógica de comparar tudo. Mais tarde ou mais cedo esta pergunta acaba sempre por surgir.
Parece haver uma necessidade enorme, ou mesmo um tipo de fetiche, no acto de comparar coisas. Acredito que, mais do que o mero acto de comparar, por vezes interessa mais saber o que se faz com a comparação ou mesmo se estamos preparados para fazer alguma coisa depois de esclarecidos.
Ouvi a pergunta e deixei-me estar quieto. Sabia que a resposta vinha já aí e não deixei de sorrir quando a ouvi.

Pin It