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63 milhões de euros. Nada mau este jackpot!

Na verdade foram 63 175 567,73 €.

Foi este o valor que a Indústria Farmacêutica (IF) declarou no ano de 2015, no site do Infarmed, no âmbito das Comunicações de Transparência e Publicidade (do medicamento).

Haverá com certeza uma certa curiosidade em saber onde foi gasto este valor. Afinal equivale a umas semanas seguidas sem sair o Euromilhões…

Tem ideia de quantas companhias gastaram 50% deste valor? Apenas 10.

E que as três que mais investiram, representam 20% dos 63 milhões?

E que pouco mais do que 80% do valor total foi gasto por 30 companhias?

E sabia que há entidades/congressos a receber mais de 1 milhão de euros?

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Há uns dias aceitei o desafio do meu filho de 11 anos (basicamente fui obrigado) a participar numa iniciativa da sua professora de português que pretendia que os pais partilhassem com os alunos um livro que os tivesse marcado.

Eu e outro pai (pelo que sei também empurrado) comparecemos perante uma turma de 6º ano de 28 alunos. A expectativa era enorme e a nossa vontade de transmitir o gosto pela leitura e o que os livros nos ensinam e potenciam a nossa imaginação, também. As escolhas foram muito diferentes, variando entre a literatura portuguesa e a ciência, com “A Cidade e as Serras” de Eça de Queirós e “Está a brincar, Sr. Feynman!” de Richard P. Feynman.

Da difícil escolha de melhor local para viver entre a cidade e as serras, os alunos foram levados para o mundo da física, conhecendo o lado mais divertido de um prémio Nobel.

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O que é o Market Access?
Market Access pode definir-se como o processo que assegura o acesso do doente certo, à medicação certa, no tempo certo e a um preço certo.
Este conceito tem estado associado à Indústria Farmacêutica (IF), em particular à obtenção do preço e comparticipação dos medicamentos, o chamado Market Access “Central”.
No entanto, o Market Access pode e deve ser visto de uma forma muito mais abrangente e sem a exclusividade do conceito associada apenas a um dos stakeholders.
O acesso a um medicamento é pensado, analisado e decidido por um vasto número de stakeholders, entre os quais destaco o Infarmed, as ARS, os Hospitais, os ACES, as USF e o médico prescritor, que em última análise é quem decide o que deve prescrever ao seu doente, que a par da farmácia têm uma palavra a dizer…

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Bem-vindo ao Blog sobre Market Access Portugal.

Nem pensem nisso. Este blog não é um desejo do novo ano de 2016!
Há muito que a ideia percorre as sinapses dos nossos cérebros e só não surgiu antes por mera preguiça mental e pelo fado de ser português – pensamos que isto não vai servir para nada, que ninguém vai ler, comentar ou perceber o que escrevemos. Bom, já perceberam que se estão a ler estas palavras, foi porque decidimos lançar o blog Market Access Portugal. Mas apesar disso, mantemos algumas questões.

Faz sentido lançar este blog num país periférico, pequeno e sem importância para os mercados mundiais?
Faz sentido em Portugal falar e discutir sobre o acesso à saúde, aos medicamentos e dispositivos médicos?
Faz sentido para quem diariamente lida com este tema, (seja do lado do pagador, do utente, do profissional de saúde, do laboratório, jornalista, político ou qualquer outra pessoa que se interesse por Saúde), partilhar ideias, conhecimento e soluções?

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