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O artigo de hoje aborda a 2ª profissão mais velha do mundo. Se relativamente à 1ª penso não haver dúvidas de qual é, já quanto à 2ª imagino que possa dividir opiniões.

De referir que duas “figuras públicas” em épocas que distam alguns milénios foram exemplos de alguém que se serviu dessa arte para ter sucesso nos seus objectivos. Refiro-me a Moisés (o profeta) e a José Mourinho (treinador de futebol).

Na Bíblia, no livro dos Números 13: 17-20, pode ler-se “Moisés enviou-os a explorar a terra de Canaã e disse-lhes: Subi o Négueb, subi a montanha. Vede que terra é essa e que povo habita nela, se é forte ou fraco, pouco ou muito numeroso. Que tal a terra em que habita, boa ou má? Que tais as cidades em que habita, abertas ou fortificadas? Que tal o terreno, fértil ou estéril? Se há nele árvores de fruto ou não (…)”

Começa já a adivinhar qual a profissão de que estou a falar?

Aqui vai mais uma pista.

Lê-se em 7 minutos

 

– “Olha lá vêm os pracistas!” – comenta em voz alta uma senhora na sala de espera do Centro de Saúde.

– “Quem?” – pergunta um senhor levado “à força” pela mulher ao médico.

– “Os homens da pasta, os vendedores de remédios” – ouve-se no burburinho entre os vários utentes que esperam pela consulta.

– “Ah, os propagandistas. Nem pensem que nos passam à frente!” – dizem alguns doentes colocados estrategicamente à porta do consultório do médico, à espera de vez e barrando a passagem dos Delegados de Informação Médica (DIM) que acabaram de chegar.

Entretanto, o DIM pousa a pasta e aguarda pela saída do doente que está com o médico para meter a cabeça por entre a muralha de doentes e, chegando à porta do consultório, pedir ao médico um minutinho…

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Há precisamente 1 mês, no passado dia 6 de Janeiro, o governo publicou em Diário da República o DL 5/2017 que, entre outros, no Artigo 9º, alínea 3 diz: “As ações de natureza científica ou outras a realizar (…) em estabelecimentos e serviços do SNS (…) não podem possuir carácter promocional, nem ser patrocinadas por empresas (…) de medicamentos ou dispositivos médicos.”

Na prática todas as reuniões (promocionais ou não) patrocinadas pela Indústria Farmacêutica (IF) que se faziam nos serviços dos Hospitais e nos Centros de Saúde estão a partir de agora proibidas.

No mesmo Artigo 9º (ponto 4) é mencionado que a visita médica não sofre qualquer alteração. Para já, digo eu…

Perante este cenário o que vai a IF fazer?

Que Delegado quer ser em 2017?
Quem trabalha da Indústria Farmacêutica como DIM, poderá pensar se daqui a um ano terá ainda o seu emprego como Delegado? Ou pensa, o que deve fazer para o manter?
Não existe só este “DIM lema”. Existe um igual para todos os que trabalham no sector, desde o Chefe de Produto ao Chefe de Sector, ou qualquer outro cargo de um laboratório em Portugal.

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Um DIM (A) visita um médico num hospital. Durante a visita o médico diz ao DIM estar a organizar uma reunião científica que vai juntar o serviço e os médicos de família da área de influência do hospital e solicita-lhe apoio para a elaboração da mesma. No final da visita o DIM envia ao seu Chefe um mail a comunicar o sucedido, dizendo que se trata de uma boa oportunidade.

O Chefe recebe o mail e ao perceber a importância reencaminha o mail para o PM, com conhecimento do Chefe Nacional de Vendas, pedindo a colaboração do Marketing.

O PM ao receber este mail, concorda com a oportunidade e envia mail ao MSL (departamento médico), solicitando apoio na elaboração da reunião, colocando Director de Marketing e Director Médico em cópia. O MSL decide visitar o médico para se inteirar do âmbito da reunião e discute com ele o modelo. De seguida envia mail ao PM a propor um modelo de reunião e a propor uma visita conjunta ao médico para optimizar alguns aspectos.

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63 milhões de euros. Nada mau este jackpot!

Na verdade foram 63 175 567,73 €.

Foi este o valor que a Indústria Farmacêutica (IF) declarou no ano de 2015, no site do Infarmed, no âmbito das Comunicações de Transparência e Publicidade (do medicamento).

Haverá com certeza uma certa curiosidade em saber onde foi gasto este valor. Afinal equivale a umas semanas seguidas sem sair o Euromilhões…

Tem ideia de quantas companhias gastaram 50% deste valor? Apenas 10.

E que as três que mais investiram, representam 20% dos 63 milhões?

E que pouco mais do que 80% do valor total foi gasto por 30 companhias?

E sabia que há entidades/congressos a receber mais de 1 milhão de euros?

Lê-se nos minutos que puder investir

Pronto. Vão cair-me em cima todos os especialistas da matéria, com base nos títulos académicos e da experiência no sector e, mesmo não sendo pessoas de fé, vão acusar-me de blasfémia e sacrilégio contra o Deus, o tal de Marketing, que decerto não nasceu digital.
Em Portugal, somos pouco mais de onze milhões de almas. Na Saúde, quantos somos digitais? Deve ser muito maior a oferta do que a procura.

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China. 500 a.C.

Um experiente general, de seu nome Sun Tzu, ao serviço do seu rei, no fim de mais uma batalha ganha, olha para o seu exército, provavelmente muito semelhante ao que podemos observar pelos exemplares de terracota que hoje admiramos e começa a escrever um livro que mudaria a forma como ainda hoje olhamos para a guerra. Não seria fácil a escrita em papiro, mas a sua vontade e resiliência, permitiu que a sua sabedoria e experiência se tornassem no seu maior legado que viria a tornar-se uma fonte de inspiração para militares e imagine-se para milhares de pessoas e empresas que veem nesta obra uma fonte de ensinamentos de estratégia para a guerra, seja ela militar ou comercial.

Por exemplo, a sua leitura tornou-se obrigatória para os militares chineses para passar nos exames necessários para nomeação imperial a posições militares e mais recentemente, nos Estados Unidos, após a guerra Vietnam, todos os oficiais eram obrigados a fazer uma apresentação sobre esta obra (in Wikipédia).

Mas o que tem afinal “A Arte da Guerra”(1) de tão importante e que levou já milhões de pessoas a lê-lo e a seguir os seus ensinamentos?

A resposta está na própria capa do livro: “Mais de 2.000 anos de estratégia aplicados à empresa”.

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A semana passada encontrei o “Manel”. Depois dos habituais cumprimentos à 2 ”gajos” do Norte, onde em 5 palavras saem outras tantas menos próprias, seguiram-se as habituais perguntas de como vai a família e a vida profissional; pusemos em dia as “fofoquices” e relembramos histórias antigas que não se podem aqui contar…

O “Manel” mais do que um colega é um amigo de longa data que já não via há algum tempo; trabalhámos juntos durante uns anos como Area Managers ou, dependendo das companhias, First Line Sales Manager, Supervisor, Gestor de Zona ou Território, ou simples e “carinhosamente” – “Chefe”.

Fomos “Chefes” ao mesmo tempo e foi a primeira vez que ambos liderámos pessoas, cada um com a sua equipa de equipa de DIMs. Lembro-me de ter pensado que era um desafio enorme… esse de ser “Chefe”. Aliás foi estranha a primeira vez que alguém me chamou assim!

Logo após nos termos despedido, lembrei-me duma pequena história que o “Manel” me contou numa das muitas viagens que fizemos entre Porto e Lisboa, e que aqui resumo. Um DIM, fez o seguinte comentário a propósito da sua chefia: “O meu Chefe só serve para assinar as despesas!”

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