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CS Hospitalares

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É usual dizer-se que um Hospital é como um Porta-Aviões. E sou quase levado a concordar com esta afirmação. Mas quando penso melhor, a única coisa comparável é a grandeza, quer em dimensão quer em recursos humanos – o maior barco na frota naval e o maior centro de cuidados num sistema de saúde. Depois, um Hospital é tão diferente de um Porta-Aviões. Mas, reside na nossa cabeça o sonho de queremos que o hospital fosse um porta aviões. Será mesmo assim?

Lê-se em 7 minutos

 

– “Olha lá vêm os pracistas!” – comenta em voz alta uma senhora na sala de espera do Centro de Saúde.

– “Quem?” – pergunta um senhor levado “à força” pela mulher ao médico.

– “Os homens da pasta, os vendedores de remédios” – ouve-se no burburinho entre os vários utentes que esperam pela consulta.

– “Ah, os propagandistas. Nem pensem que nos passam à frente!” – dizem alguns doentes colocados estrategicamente à porta do consultório do médico, à espera de vez e barrando a passagem dos Delegados de Informação Médica (DIM) que acabaram de chegar.

Entretanto, o DIM pousa a pasta e aguarda pela saída do doente que está com o médico para meter a cabeça por entre a muralha de doentes e, chegando à porta do consultório, pedir ao médico um minutinho…

Leva uns 7 minutos a ler.

Retomamos o tema do “Serviço  Nacional de Saúde” (SNS) que, no fundo, é sempre a base para muitas das nossas discussões.

Sendo que, o primeiro artigo, publicado no final de Setembro, incidia, de uma forma geral, sobre a estrutura e a dinâmica do SNS, este segundo pretende, agora, especificar um ou outro aspecto que considero mais importante.

No Reino Unido, ao contrário dos países do centro da Europa, os impostos financiam um serviço nacional de saúde, com uma prestação maioritariamente pública e, esta forma de captar recursos, influenciou países como Portugal e Espanha.

Em conjunto, lê-se mais rápido.

O conhecimento progride e, de uma forma geral, nunca imprime o erro no que lhe precedeu. O que ocorre e, isto sim é certo, é uma actualização do conhecimento passado. O que era, passa a ser um pouco melhor; mais eficaz; mais rentável.

           O conceito de “equipas multidisciplinares” implica um certo desprendimento de posições conservadoras. Mas, isto não significa que a moderna visão dos cuidados de saúde, se manifeste reaccionária à anterior.

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