Autor

Jose Ribeiro

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Não há Burnout nos Médicos de Família? Parece que não!
Tema muito actual, mas sobre o Burnout dos médicos, sinto-me como alguém que entra numa sala às escuras. De repente, a luz acende-se e “pumba”, estou no meio de um ringue de boxe. Sem mais delongas, levo um murro no estômago, acompanhado da notícia que 60% dos médicos estão em Burnout. Ainda sem ar no peito, recebo um Uppercut dizendo que estamos a rebentar com o SNS e que os médicos é que suportam tudo. Fui de imediato ao chão e a luz apagou-se de novo. Fiquei outra vez às escuras.
Isto do Burnout queimou-me todo.

Ela era uma simples mãe, uma médica de família da província. Estava no parque infantil, a empurrar o baloiço do seu filho de 2 anos. De repente um encapuçado surge do nada e esfaqueia a médica até à morte. Um horror presenciado por outras mães e pelas crianças que brincavam no parque aquela hora. Sem que ninguém o detivesse, o assassino afasta-se, da mesma forma como chegou, célere e incógnito.
Porquê falar de Paranóia, da Indústria Farmacêutica e do Natal, a propósito de um crime tão violento?

Digital Kills the Dim’s Stars?
Decerto que matará e muitos Delegados irão de certeza deixar de o ser. É necessário recriar o papel do DIM, através de novas competências e âmbitos de actuação diferentes, mais perto das necessidades do sistema de saúde.
Apesar da diminuição evidente do acesso do DIM ao médico, a oportunidade existe para um novo DIM. Mas é preciso compreender as ameaças e as oportunidades do Digital.

Desculpem não publicar hoje a 2ª parte do post “Substituir o DIM pelo Digital é Bullshit”, mas a relevância de outro acontecimento, obrigou-me a dedicar este post à USF inaugurada com pompa e circunstância, na baixa de Lisboa, no dia 17 de Novembro.
O coordenador frisou as características únicas da instituição. “Criámos uma USF só com médicos recém-especialistas e sem visitas de «delegados de informação médica”. Além do mais, o tema tem tudo a ver com o digital.

Lê-se em 6 minutos

Não, não é Bullshit. Já sei que vão praguejar no Facebook ou noutra plataforma digital dizendo quem é este, para estar aqui a falar? Ou escrever “ser Delegado de Informação Médica, DIM, é que é, que os meus médicos preferem os DIM’s”.
Leiam o artigo e pensem. Depois tornem a pensar se existe alguma forma de travar o inevitável. Não se esqueçam que a mudança continua e quem não muda, é mudado.
Não? Então comecem por pensar no Orçamento para a Saúde de 2017.

Os conceitos são já muito velhos e não sei se têm décadas, séculos ou milénios. Como alguns costumam dizer, no final do dia, o que mais quer ter na sua Companhia? Um grande Market Share no mercado ou ter um grande Share of Mind no seu cliente? E não, uma coisa não implica outra.
Aproxima-se o fim do ano de 2016 e é tempo de começar a pensar nos votos natalícios e nos desejos para 2017, caso queiramos mudar alguma coisa na vida.
O sector da saúde é muito complexo e de difícil compreensão. Mudar algo é difícil, não apenas pela falta de dinheiro, mas porque, por vezes não vemos os efeitos de resistência à mudança feita pelos “lobbies” políticos, corporativos e económicos, que actuam à frente dos nossos olhos.

Lê-se nos minutos que puder investir

Pronto. Vão cair-me em cima todos os especialistas da matéria, com base nos títulos académicos e da experiência no sector e, mesmo não sendo pessoas de fé, vão acusar-me de blasfémia e sacrilégio contra o Deus, o tal de Marketing, que decerto não nasceu digital.
Em Portugal, somos pouco mais de onze milhões de almas. Na Saúde, quantos somos digitais? Deve ser muito maior a oferta do que a procura.

Afinal quem o conhece? Fez 37 anos no dia 15 de Setembro, teve uma festa, mas só foram convidados alguns portugueses, da pequena elite que por cá temos.
Falo do Salvador Nóbrega de Souto, conhecido entre os amigos como o SNS. Todos gostam dele, ou pelo menos todos falam dele e o defendem na praça pública, mas pensando melhor, uma minoria que é grande, aproveita-se dele, como se diz na gíria, “à força toda”.

Acabou a Silly Season?
Ontem o jornal Público diz peremptoriamente que as “Prendas a governantes não podem ser superiores a 150 euros”.
Segundo a mesma fonte, “O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira um código de conduta para os membros do Governo, de acordo com o qual os governantes passam a estar impedidos de receber prendas ou convites de valor superior a 150 euros. Este limite pode, porém, ser excedido quando se trate de despesas de representação.”

O seu investimento na leitura deste post é de 4 minutos

O Market Access Portugal tem despertado interesse, que tem vindo a aumentar, junto a todos os que se interessam pelas questões da Saúde e do SNS. Recebemos com frequência, emails com opiniões e textos que nos pedem para publicar. Nem sempre o fazemos, mas sempre que o conteúdo se enquadra na linha editorial, ponderamos a sua inclusão no blog.
Rafael Bernardes é estudante do 3º ano do curso de licenciatura em Enfermagem, na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa. Escreveu um artigo sobre o Serviço Nacional de Saúde, em particular sobre a Enfermagem. Achamos pertinente o tema e mais ainda por ter sido escrito por um jovem de 22 anos. Obrigado Rafael.

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