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Jose Ribeiro

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Os tempos mudam, mas há coisas que parecem não mudar. Estou farto da discussão de ter ou não médico de família, de quantos utentes cada médico deve ter e de estar meses à espera de uma consulta da clínica geral ou de outra especialidade.
Que acesso à saúde queremos? Vivemos em que século? Afinal de contas a tecnologia é apenas uma coisa para colocar nos planos que se fazem que nem servem para inglês ver ou podemos efectivamente ajudar as pessoas com o melhor da tecnologia?
Por mim, começava por acabar com as USF’s e com Médicos de Família, de uma vez por todas.

Queremos melhorar e para isso precisamos da sua opinião. O blog Market Access Portugal, com pouco mais de 1 ano, tem vindo a receber da parte de cada vez mais leitores, incentivos a continuar a falar de Saúde. O nosso obrigado a todos os leitores, a todos os grupos de facebook que aceitam os nossos posts e a todos os que comentam e expressam a sua opinião em público e em privado. Dê a sua opinião. Ela conta muito para nós. Pode responder acedendo ao link https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf4fIJ-bepJ1h5Oc0HTojTJFPwZPRMCKLWlFLLLgouKWYXdaQ/viewform?usp=sf_link

Obrigado. Luís Pires e José Ribeiro

Sente-se para ler. Não se começa a falar de Política de Saúde apenas em 5 minutos.

Há 43 anos atrás, na noite do 25 de Abril, não sei se o Capitão Salgueiro Maia dormiu. Esta noite não dormi. Escrevi sobre Política de Saúde, em sua homenagem.
A década de 70 estava a terminar e Portugal fervilhava no cadinho da liberdade. No liceu D. Dinis, em Lisboa, célebre pelas reuniões gerais de alunos e cenas de pancadaria entre a direita e esquerda, havia uma disciplina de Introdução à Política. Nela definiu-se “Política, como a arte de enganar os homens”. Nunca mais me esqueci.
Será que a Política de Saúde é a arte de enganar os doentes?

A relação entre a Indústria Farmacêutica e os Médicos é sempre um tema actual e que motiva muita discussão. Filipe Ribeiro é médico e solicitou-me a publicação no blog de um texto da sua autoria, sobre este tema tão actual. Há uma pergunta pertinente que o Filipe deixa – como regular a Transferência de Valor Intelectual?
Agradecemos desde já a oportunidade de poder partilhar este contributo, que vale a pena ler.

É usual dizer-se que um Hospital é como um Porta-Aviões. E sou quase levado a concordar com esta afirmação. Mas quando penso melhor, a única coisa comparável é a grandeza, quer em dimensão quer em recursos humanos – o maior barco na frota naval e o maior centro de cuidados num sistema de saúde. Depois, um Hospital é tão diferente de um Porta-Aviões. Mas, reside na nossa cabeça o sonho de queremos que o hospital fosse um porta aviões. Será mesmo assim?

A Saúde dos portugueses é um desígnio nacional? Sim, dizem muitos e em particular os políticos. Defender o SNS? Claro, todos o afirmam, de forma mais ou menos convicta. E de boas intenções está o inferno cheio.
Mas na verdade, como é que está o SNS? Acredita que está mal, obsoleto, sem dinheiro e sem capacidade para enfrentar o futuro?
E a revolução Digital veio ajudar? Ajuda, mas podia ser melhorada e mitigados os seus efeitos secundários. Mas pelo que se ouve e se lê, a Saúde Digital está doente e cada vez pior.

Acredito que poucos vão ler este artigo, porque o título não é nada sexy. Falo de medição dos cuidados de saúde baseada em valor, um tema fundamental para quem está no mercado da saúde ou presta cuidados de saúde.
O futuro aconteceu, em dois dias de chuva, ali para os lados da Nova Business School em Lisboa. Cerca de 500 pessoas que ouviram ideias e experiências sobre cuidados de saúde baseados em valor. Fantástico.
Mas não será uma quimera em Portugal?

Um «risco» real resultante de uma boa intenção

A propósito da tomada de posse do novo bastonário da Ordem dos Médicos e do conteúdo do seu discurso de abertura, José Antunes, Director do Jornal Tempo Medicina, solicitou-me a publicação no blog de um texto da sua autoria. Agradecemos desde já a oportunidade de poder publicar este contributo tão actual e que vale a pena ler.

Ponham-nos na rua já, de imediato.
A verdade é que corremos o risco de acabar com o Marketing, se não houver a coragem de por os PM’s, Product Managers ou Chefes de Produto, na rua. Há muito que as companhias farmacêuticas deviam ter feito isso. Como não o fizeram, como não deram prioridade a essa atitude, ficaram com esses PM’s dentro das paredes e dos gabinetes, com todas as consequências que isso acarreta para o negócio.

Que Delegado quer ser em 2017?
Quem trabalha da Indústria Farmacêutica como DIM, poderá pensar se daqui a um ano terá ainda o seu emprego como Delegado? Ou pensa, o que deve fazer para o manter?
Não existe só este “DIM lema”. Existe um igual para todos os que trabalham no sector, desde o Chefe de Produto ao Chefe de Sector, ou qualquer outro cargo de um laboratório em Portugal.

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