O BCP quer dominar o SNS.
Não é para admirar, uma vez que o sector da Saúde é um dos mais importantes em Portugal, para onde todos os interesses políticos e económicos convergem. O ano de 2019 aproxima-se e os vários actos eleitorais que nele vão ter lugar, obrigam a consumar o assalto a este sector, iniciado já há muito tempo. Aproxima-se uma batalha sem tréguas, porque na luta pelos votos, vale tudo.
Este é na actualidade, o sector mais importante e o BCP sabe isso muito bem.

“Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz..”
O BCP está feliz porque pode andar montado no desgoverno e na falência, mas sobretudo na falta de comparência da concorrência, no palco da Saúde. A procura é muita e o povo precisa destes serviços, pelo que o BCP sabe que é aqui que deve estar de forma ruidosa e enganadora.
A lógica é e será sempre a mesma, enquanto não se acabar com este tipo de pensar – Não temos votos para ser governo, então, a única coisa que devemos ter é a capacidade de paralisar um país, caso seja necessário fazê-lo, através dos professores, dos transportes e agora na saúde, entre médicos, enfermeiros e todas as outras profissões do sector.
Este é o grande activo do BCP, o “Bloco e os Comunistas de Portugal”, dirigido pelos melhores representantes da esquerda intelectual e da esquerda caviar, adeptos fervorosos de um catolicismo de “Bem prega frei Tomás, faz o que ele diz e não o que ele faz..”

A vaca leiteira onde todos mamam
Esta postura de faz o que eu digo e não o que eu faço, diz muito sobre a moral e especialmente a ética do quem deseja para os outros, o que não quer para si, atitude muito típica dos dirigentes deste BCP. Ultimamente os seus líderes têm demonstrado essa ética e também uma fé devota no Frei Tomás, coisa estranha para a esquerda.
O BCP sabe que é preciso criar ruído e confusão em volta da Saúde e nunca, mas nunca, edificar um SNS baseado na optimização, na avaliação comparável, na eficácia, na eficiência, na lógica dos resultados clínicos e não somente na produção. Que resultados clínicos são medidos ou comparados? Ou medimos apenas quantos doentes vêm à consulta? Ou medimos apenas o que as USF’s poupam em medicamentos, sem saber se os doentes estão a ser mais bem tratados?
O objectivo do BCP é o de estatizar todo o sistema, tornar o Estado a mãe de todos os problemas, a vaca leiteira onde todos mamam, mas que não vai ter leite suficiente – entenda-se como todos, os professores, os enfermeiros, os médicos, os transportes, as 35 horas, para mais médicos, mais enfermeiros, mais USF’s tipo B, menos doentes por médico, menos alunos por professor, mais professores, mais direitos e regalias, mais Estado, mais Estado em tudo, …
Mas há dinheiro para isto tudo? Sim, dizem este senhores do Bloco e do PCP. E dizem mais. Na saúde querem a separação entre privado e público, o fim das Parcerias Público-Privadas e o fim da generalidade das taxas moderadoras, entre outras coisas. Ou seja, resumindo, mais dinheiro do Estado, mais funcionários públicos, mais encargos, …
Sempre mais dinheiro!

Mas onde vão buscar dinheiro para isto tudo?
Nas contas destes senhores é fácil, vão buscar aos ricos que têm de pagar mais impostos, à extinção das Parcerias Público-Privadas, à nacionalização das grande empresas, acabando com os bancos privados, não pagando à Europa e ao FMI, saindo da União Europeia e acabando com a especulação imobiliária, com a hospitalização privada que é alimentada pelo Estado através dos subsistemas como a ADSE, …
E desta forma há dinheiro para melhor educação, maiores salários, melhor saúde, melhores reformas, 35 horas, reivindicações dos professores, …
A sério, onde vão buscar dinheiro para isto tudo? Estes senhores do BCP, acreditam que o vão buscar ao Estado, ou melhor aos impostos que os cidadãos pagam.
Pois é. O BCP, os bloquistas e comunistas, não vivem da riqueza que o sistema gera, mas daquela que é gerada pelos cidadãos, obtida pelos impostos, que depois esbanjam de forma vil, até se acabar e entregar a miséria do país a outros, que se vêm obrigados a ir buscar dinheiro fora.
O que uma ideologia do tipo que o BCP pretende, é através dos impostos, retirar a capacidade de decidir o que fazer com a riqueza que cada cidadão aufere com o fruto do seu trabalho.
O SNS está neste âmbito, porque não é auto-sustentável e provavelmente nem terá de o ser. Tem é que ser diferente do que é agora. E com 40 anos já tem idade para mudar de vida e de encontrar uma forma de se sustentar.
Mas então, acabamos com o Estado Social e privatizamos tudo?

Os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço
Se outrora havia o mito que os comunistas comiam criancinhas ao pequeno almoço, agora há o mito que quem não é de esquerda, quer acabar com o Estado Social.
Nada mais falso. O que se pretende é a reforma do Estado, acabar com o despesismo, com as reivindicações políticas e sindicalistas desmedidas, comandadas por partidos minoritários e com uma ideologia totalitarista moribunda mas que gritam em plenos pulmões como se fossem os únicos a ter razão, numa hipocrisia política sem igual. E disso o BCP, o bloco e os comunistas, deram-nos ultimamente bons exemplos.
Portugal, país com grandes dificuldades económicas e financeiras, onde o envelhecimento da população começa já a provocar consequências, precisa de um Estado Social, mas um Estado reformador, renovado, desprovido de gorduras e capaz de ser um Estado gestor da economia, impulsionador da Saúde, inovador numa lógica de Cuidados Integrados e não Primários, provedor da Educação e, outras tantas coisas.
Precisamos de um Estado que aposte na iniciativa privada e que fomente a liberdade de cada cidadão poder decidir por si, em detrimento de um Estado que procura aquela igualdade que a esquerda deste BCP apregoa, porque isso é algo que atrofia Portugal.
Claro que deve haver igualdade de oportunidades, mas é preciso compreender e saber lidar com o facto que esta igualdade, cria naturalmente desigualdades. Se todos somos diferentes, com oportunidades iguais, seremos mais desiguais.
O Estado Social tem de ser um impulsionador dos cidadãos, providenciar mais cultura e educação, incentivar a criar riqueza com a iniciativa privada e não apenas pelos subsídios do Estado ou da Europa.
Os bloquistas e os comunistas não gostam de empresas privadas e isso está a matar Portugal. Todos ouvimos deles uma “catrefada” de asneiras, como a de quererem cada vez mais Estado. E não dizemos nada, ficamos calados e não fazemos nada.
O que deve crescer é o sector privado, as empresas privadas, porque são elas que criam e oferecem emprego e não o funcionalismo público, com a lógica da igualdade, de não avaliar para poder premiar a incompetência e pior que tudo, sujeitar o país à intervenção política sindical, que atrofia o país.
Mas então quero acabar com a democracia e o uso da liberdade conquistada, mesmo que seja por 6 meses, parafraseando a Dra. Manuela Ferreira Leite?

Será que não sou um Democrata?
Talvez seja, decerto que sou. Mas o problema é o que eu penso perante a realidade.
Um tal de Montesquieu defendia que cada forma de governo tem um princípio, uma ideia base que o inspira. A monarquia é inspirada pela honra, o despotismo pelo terror e a república pela virtude, ou seja, pelo patriotismo, acrescentando muito justamente que os governos entram em declínio e sucumbem, pelo excesso ou abandono do princípio em que se baseiam.
E a Democracia, em que princípio de baseia? Vamos olhar para a nossa ou qualquer uma serve? Émile Faguet, um crítico literário e moralista francês que morreu em 1916, escreveu um livro intitulado o “Culto da Incompetência” de onde retirei o parágrafo anterior. Sobre a democracia ele diz que o princípio que a inspira é o culto da incompetência e a escassez de valores de excelência. Não, não é verdade…
E continua – o povo gosta que os seus eleitos se lhes assemelhem, que tenham os sentimentos e as paixões populares.
Lembrei-me da nova proposta, feita pelo BE, da lei de Bases da saúde, quando li no mesmo livro que “As leis são a resultante de precauções de partidos contra partidos, quando são propostas, originam verdadeiras batalhas e a sua votação representa uma vitória. Ora isto é o que condena os legisladores e faz adoecer o regime. Uma Câmara, (no nosso caso, a Assembleia da República), não deve ser a imagem do país, mas a sua alma e o seu cérebro.”
E continua dizendo que “Defendemos a democracia, reivindicamos maior eficácia legislativa e judicial, criticamos os políticos e o sistema. Apontamos-lhe a incompetência e a falta de valores de excelência, mas na verdade, não são mais do que o espelho de quem os elege e legitima à sua imagem e semelhança.”.
Os portugueses que votaram, não se revêm mesmo neste BCP, pelo resultado eleitoral. Então porque aturamos isto, esta loucura?

Loucura “Varoufakfiana
O BCP é defensor de um gigantesco Estado Social que sonham gerir num estado de loucura “Varoufakfiana”, tirando aos ricos para dar aos pobres, numa verdade mentirosa que só a esquerda protege os pobres; nessa loucura, acabam com o sector privado, passam tudo para o Estado e desta forma há dinheiro para tudo e para todos.
Como se pode, no século 21, acreditar nisto?
Este BCP, só sabe atacar os ricos, acto que tem como consequência, prejudicar mais os pobres. E numa lógica eleitoralista de procurar votos, atrapalham quem governa, clamam por mais apoios sociais, reivindicam aumentos e regalias, entre a pressão que exercem através de greves difíceis de entender.
Não é isso que está agora a acontecer em Portugal, na educação, transportes e na saúde?
Claro que é! Tudo com o objectivo de desequilibrar mais as finanças e poder vir para a rua em defesa do indefensável, porque esta esquerda quer gastar, com a desculpa de mais apoios sociais, o dinheiro que não tem e dessa forma, Portugal ficar de novo refém do FMI e desta forma eles poderem voltar a gritar e desta forma renovar a sua existência por mais uns tempos.
Mas será que o BCP sabe onde isto vai parar, ou interessa-se por isso?

Onde é que isto vai parar?
Não interessa saber, porque a lógica não é o futuro, mas os votos dos eleitores do presente.
O futuro de Portugal é complicado e com o envelhecimento da população, vamos precisar cada vez mais de um SNS capaz de fazer face às necessidades. Sem fazer grandes mudanças nos cuidados de saúde e olhando ao tão falado envelhecimento, é fácil prever a necessidade de aumentar os cuidados hospitalares para níveis maiores e diferentes dos actuais.
É preciso prever onde é que isto vai parar, o que vão necessariamente os mais desfavorecidos precisar e não ouvir destas forças políticas um discurso estafado de aumentar no Estado, o número de funcionários e as suas regalias, à custo de todos, contribuindo o BCP desta forma para a destruição do Estado Social, que tanto dizem defender.
Os ingleses, cidadãos de um país que não é pobre, estudam estas coisas e publicam-nas para que todos possam reflectir e saber o caminho a percorrer. Vejamos o que nos diz o relatório “Securing the future: funding health and social care to the 2030s” (1) publicado em Maio de 2018.

p29 1

Sem necessidade de grande interpretação, percebemos bem o custo do envelhecimento e da doença crónica, percebendo que no total, em pouco menos de 20 anos, os custos mais do que duplicam.
No quadro seguinte, tabela 3.6, percebemos o pormenor do aumento dos custos, divididos pelas rubricas, onde os cuidados hospitalares representam actualmente 45% da fatia e em 2033-34, aumentam para 49%, enquanto que os Cuidados Primários, representam hoje 7%, o mesmo que no futuro.

p29 2

E fazem uma análise mais curiosa, na tabela 3.7, com uma hipóteses de um melhoramento considerável no NHS, o SNS inglês, onde incluem nesse cenário, um aumenta da produtividade para 1,4% ao ano, um aumenta do crescimento salarial para 3,0% acima da inflação, uma melhoria das taxas de tratamento para a saúde mental e um aumento dos gastos em saúde pública. Interessante não só a preocupação como a visão simples.

p29 3

Este números são ficção para Portugal?
Não serão decerto, mas o que importa é o que fazem os nossos partidos políticos com assento no parlamento, perante este tipo de oráculo? Que faz em particular o BCP, na sua lógica defensora do Estado Social?
Nada. Quem vier a seguir que feche a porta, porque agora o que interessa são as lutas entre bloquistas e comunistas, numa conquista de um lugar ao sol ao lado dos socialistas. Os ingleses antecipam, nós por cá nem por isso, porque parece que ninguém é responsável.
Onde é que isto vai parar? Não parece urgente resolver e trabalhar nestes números, preparar o futuro, em vez de estar sempre a reclamar e a dizer mal?

O que é mesmo de Carácter Urgente?
O que é urgente para os comunistas?
Chamar o Ministro da Saúde à Comissão Parlamentar para discutir a situação actual do SNS e as demissões em bloco em vários centros hospitalares e, como não podia deixar de ser, as PPP.
Aliás, depois da clássica festa do Avante, o PCP motivado, adiantou-se decerto ao BE e chama vários governantes a dar explicações. Preocupa-os as transferências para os privados, o encerramento de camas nos meses de Verão e, claro está, o facto de o orçamento do Estado não está a ser cumprido no sector da Saúde.
Mas não se preocupam com o futuro? Como vão resolver o aumento de custos, que os ingleses já avaliam ao pormenor? Acabando com as PPP?
Preocupam-se com a saúde dos trabalhadores privados que trabalham 40 horas? Decerto é diferente da saúde dos trabalhadores do Estado que só trabalham 35 horas por semana? Quanto nos custaram e vão continuar a custar as 35 horas no sector da saúde?
Assistir aos debates sobre a Saúde, na CPS ou no Parlamento, é confrangedor. Políticos de todas as bancadas mal preparados, que não acrescentam qualquer valor face a um ministro que se mostra bem preparado técnica e politicamente.
Mas nem uma palavra sobre auditar, avaliar a qualidade, perceber se o que todos os profissionais fazem é bem feito, se estamos a investir bem o dinheiro na forma de preparar o futuro. Nada, isso não convém; apenas gritam, reivindicam e ralham uns com os outros.
Qual a responsabilidade destes partidos perante a saúde dos portugueses, quando reivindicam gastos despesistas, maior peso do Estado e tudo fazendo para limitar ou extinguir a iniciativa privada?
O futuro está comprometido e o Estado Social também, mas é o BCP, o Bloco e o Partido Comunista, que constituem a maior ameaça ao Estado Social.

O Estado Social no século 21, neste nosso Portugal
O Estado Social no século 21 não pode reger-se pelas mesmas regras e ter os mesmos objectivos, que o Estado Social no século 20.
Esta conversa do estado social praticada pelo BCP, é isso mesmo, apenas conversa, porque não se interessam como pagam tudo o que reivindicam.
Insistem na velha formula de inundar o sistema de funcionários públicos, manietados por sindicatos e outras corporações no garante de serem uma força de bloqueio governamental, através de greves e outras acções ditas de luta, que apenas significam poder para os dirigentes destes partidos; desta forma bloqueiam o SNS, prejudicando o doente, sempre que for necessário, vindo para a televisão dizer com um regozijo no mínimo estranho, que o bloco cirúrgico teve fechado e por força da greve, deixaram de realizar-se X cirurgias.
As greves são apenas uma arma de coacção e ultimamente na saúde, todos fazem greves para pressionar os ocupantes do Ministério a ceder. Esta forma de luta inconsequente, torna o regime democrático num verdadeiro despotismo liderado por estes líderes do BCP.
O Estado Social que devemos exigir não pode ter esta qualidade de pessoas e esta actuação política na Saúde, por que este tipo de comportamento custa muito dinheiro ao Estado e a todos nós, dinheiro que faltará à Saúde do futuro.
Acha que não, que a greve é um direito de Abril? Então avalie, por exemplo, as greves dos enfermeiros (a que já ninguém liga) e a luta dos sindicatos desta classe, uns com os outros e com a ordem dos Enfermeiros. Quanto custa aos portugueses?
Construir um novo Estado Social não passa pelas intenções destes senhores, mas destrui-lo sim. É preciso acreditar e mudar este sistema, porque a política do BCP faz mal à Saúde de todos nós.

Será que acredita, agora que caiu o verniz ao PCP…
Desta vez foram longe de mais e caiu-lhes o verniz. Como é possível votar nestes partidos cujos dirigentes têm a moral para exigir e impor aos portugueses o que eles não fazem?
Na Saúde, os deputados deste dito BCP, bloquistas e comunistas, apelam fervorosamente para o fim das parcerias público privadas e para que a os hospitais privados deixem de ser alimentados pelo SNS. Veja o que dizem num cartaz em Lisboa, do que apelidam de política patriótica e de esquerda.

p29 4

Reparem, mais investimento e mais profissionais para o SNS, óbvio e depois logo se vê como se paga, porque a saúde é um direito, não é um negócio, numa clara alusão aos grupos privados de saúde.
Parece-me bem, posso até não concordar, mas respeito, porque vivemos num país onde podemos dizer o que nos apetecer.
Depois o que fazem alguns comunistas, quando precisam de ir a uma consulta? Vão ao SNS? Não, vão ao sistema privado que tanto condenam. Caiu-lhes o verniz.
Tornou-se viral uma fotografia do deputado do PCP, António Filipe na sala de espera de um hospital privado.
Isto é errado? Claro que não é. Podemos dizer que é hipocrisia defender o fim das PPP, dizer que a saúde é um negócio e depois, não confiar no SNS e ir alimentar o dito negócio.

… e rebentou por completo o verniz ao Bloco de Esquerda
A separação entre privado e público, com o fim das Parcerias Público-Privadas, tal como o fim da generalidade das taxas moderadoras, são propostas que se destacam no Bloco de Esquerda. Parece-me bem, posso até não concordar, mas respeito, porque vivemos num país onde podemos dizer o que nos apetecer.
O que já não respeito é a hipocrisia, cinismo e abuso de poder, presente no vergonhoso caso do vereador e dirigente Bloquista, Ricardo Robles, que especulou com o imobiliário. Claro que Robles pode especular com imóveis e que Catarina Martins pode usar Fundos Europeus para investir em Turismo numa empresa dela. O que não pode é vir dizer o que diz e defende sobre a especulação imobiliária e a Europa ou mesmo querer enganar-nos com a demagogia presente no jornal digital do partido.p29 5

Rebentou-lhes o verniz todo.
O que todos devemos pensar é que o problema de Robles, Catarina, António, Comunistas e Bloquistas, não é defenderem uma coisa e fazerem exactamente o oposto. O verdadeiro problema é fazerem uma coisa e tentarem impor-nos outra diferente, através da sua política ou de quererem legislar exactamente contrário do que praticam; isso é assumir que há portugueses de primeira – eles, e de terceira – todos nós que não somos do grupinho deles.
Sempre pensei nisso quando vejo um comunista ou um bloquista andarem na estrada com um carro do país da Sra. Merkel, da marca Audi, BMW ou Mercedes. Mas não podem? Claro que podem…

São este partidos que queremos a tratar-nos da Saúde do nosso futuro?
Não, não mesmo. Temos de mudar, precisamos de mudar e decerto o bloco e os comunistas fazem parte deste país; não devemos é deixar que façam parte de quem nos dirige ou de quem faz as leis em Portugal.
Esqueçam essa mentira do voto útil. Podem até não votar noutro partido, mas então sejam coerentes e honestos, não votem neles, no BCP, por que vos vai fazer mal à saúde e voltamos A uma nova ditadura.

(1) https://www.ifs.org.uk/uploads/R143.pdf

2 Comentários

  1. Caro José Ribeiro, é de salutar que alguém se dê ao trabalho de participar civicamente no debate sobre que Saúde nós queremos. Não obstante, permita-me alguns reparos:

    considera como eficaz ou, sequer, pertinente, que as abordagens ideológicas são as mais correctas, ou eficazes, para abordar e explicar, de forma clara, a problemática da Saúde, e mais em concreto, a do (atual e futuro) financiamento da Saúde?

    Para além desta questão, e após (re)ler o seu artigo, e porque fiquei com a sensação de que está a tentar fundamentar a ideia da liberalização da prestação dos Cuidados e Serviços de Saúde, no facto de alguns Deputados de Partidos de Esquerda consumirem Cuidados de Saúde em estabelecimentos privados, não percebendo de que forma isto releva para a análise fundamentada da sustentabilidade do Serviço.

    Da mesma forma, a referência ao estudo do IFS sobre o Estado Social britânico, pergunto de que forma é que tal sustenta uma liberalização de prestadores e serviços já que o referido estudo é efetuado por um departamento público, sobre um Serviço Nacional de Saúde de um Estado que, por mero acaso, até é referencial quer em termos absolutos de resultados em Saúde, como quanto a acessos, disponibilidades, incorporação de inovação e, acima de tudo, eficiência e eeficácia, em todas as linhas de análise.

    E se é verdade que o estudo aponta para o facto de que a doença crónica (que é diretamente proporcional com o aumento da esperança de vida e com a sedentarização urbana) é um dos dois principais drivers dos custos em Saúde – sendo o outro a Inovação – de que forma é que a referência a tal fundamenta qualquer mais-valia da opção pela liberalização? Coloco esta questão por duas razões: a natureza do modelo de prestação não releva, à partida, para a evolução destes dois drivers, e porque os modelos assentes em Serviços Nacionais são, a julgar pela WHO, melhores quer pela ótica do WHO’s WHR, quer pelo modelo GBD.

    Para não alongar, não consegui perceber, em nenhum ponto elencado, qualquer fundamentação objetiva na defesa da mais-valia de um modelo assente na liberalização do Serviço. Presumo que seja a mesma lógica que está subjacente em afirmações como “O que deve crescer é o sector privado, as empresas privadas, porque são elas que criam e oferecem emprego” que, para além de reveladora de um concepção profundamente distorcida e desconhecedora dos mais elementares fundamentos económicos, não passa de uma consideração ideológica não fundamentada.

    Atenção que não estou a contestar o seu direito à sua ideologia, longe disso, mas tenho para mim que o fundamento ideológico, independentemente do espectro onde assenta, é nefasto por ser rígido, pouco objetivo e frequentemente resistente à relaidade e à mudança. E os tempos mudam…

    Pode ser que o seu artigo tenha sido apenas “um momento”, uma espécie de desabafo confuso, e é nessa esperança que espero ler algo mais substancial e objetivo de futuro.

    • jose ribeiro
      jose ribeiro Reply

      Caríssimo Hugo Rego, obrigado por participar no debate. Hoje somos 2, amanhã poderemos ser mais.
      permita dizer-lhe que defendo a liberalismo, mas sou completamente contra a privatização total do serviço de saúde, porque entendo que o Estado deve assegurar esta função a toda a população que o desejar. Por tudo isto, o que escrevo e areferencia qye faço ao estudo do NHS não é para sustentar a privatização, mas para pode melhorar e preparar o Estado para o futuro de todos nós. Por isso não conseguiu ver “em nenhum ponto elencado, qualquer fundamentação objetiva na defesa da mais-valia de um modelo assente na liberalização do Serviço” e por isso eu não considero que tenha feito “uma espécie de desabafo confuso”, apenas quis clarificar quem o faz, ideologicamente falando.Espero no futuro próximo ir ao encontro do seu desejo, de “ler algo mais substancial e objetivo de futuro.”
      Bem haja pela sua colaboração.
      JR

Escreva Um Comentário

Pin It