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Fevereiro 2017

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Lê-se em 7 minutos

 

– “Olha lá vêm os pracistas!” – comenta em voz alta uma senhora na sala de espera do Centro de Saúde.

– “Quem?” – pergunta um senhor levado “à força” pela mulher ao médico.

– “Os homens da pasta, os vendedores de remédios” – ouve-se no burburinho entre os vários utentes que esperam pela consulta.

– “Ah, os propagandistas. Nem pensem que nos passam à frente!” – dizem alguns doentes colocados estrategicamente à porta do consultório do médico, à espera de vez e barrando a passagem dos Delegados de Informação Médica (DIM) que acabaram de chegar.

Entretanto, o DIM pousa a pasta e aguarda pela saída do doente que está com o médico para meter a cabeça por entre a muralha de doentes e, chegando à porta do consultório, pedir ao médico um minutinho…

Acredito que poucos vão ler este artigo, porque o título não é nada sexy. Falo de medição dos cuidados de saúde baseada em valor, um tema fundamental para quem está no mercado da saúde ou presta cuidados de saúde.
O futuro aconteceu, em dois dias de chuva, ali para os lados da Nova Business School em Lisboa. Cerca de 500 pessoas que ouviram ideias e experiências sobre cuidados de saúde baseados em valor. Fantástico.
Mas não será uma quimera em Portugal?

Um «risco» real resultante de uma boa intenção

A propósito da tomada de posse do novo bastonário da Ordem dos Médicos e do conteúdo do seu discurso de abertura, José Antunes, Director do Jornal Tempo Medicina, solicitou-me a publicação no blog de um texto da sua autoria. Agradecemos desde já a oportunidade de poder publicar este contributo tão actual e que vale a pena ler.

Ponham-nos na rua já, de imediato.
A verdade é que corremos o risco de acabar com o Marketing, se não houver a coragem de por os PM’s, Product Managers ou Chefes de Produto, na rua. Há muito que as companhias farmacêuticas deviam ter feito isso. Como não o fizeram, como não deram prioridade a essa atitude, ficaram com esses PM’s dentro das paredes e dos gabinetes, com todas as consequências que isso acarreta para o negócio.

Leva uns 7 minutos a ler.

Retomamos o tema do “Serviço  Nacional de Saúde” (SNS) que, no fundo, é sempre a base para muitas das nossas discussões.

Sendo que, o primeiro artigo, publicado no final de Setembro, incidia, de uma forma geral, sobre a estrutura e a dinâmica do SNS, este segundo pretende, agora, especificar um ou outro aspecto que considero mais importante.

No Reino Unido, ao contrário dos países do centro da Europa, os impostos financiam um serviço nacional de saúde, com uma prestação maioritariamente pública e, esta forma de captar recursos, influenciou países como Portugal e Espanha.

Lê-se em 5 minutos

 

Há precisamente 1 mês, no passado dia 6 de Janeiro, o governo publicou em Diário da República o DL 5/2017 que, entre outros, no Artigo 9º, alínea 3 diz: “As ações de natureza científica ou outras a realizar (…) em estabelecimentos e serviços do SNS (…) não podem possuir carácter promocional, nem ser patrocinadas por empresas (…) de medicamentos ou dispositivos médicos.”

Na prática todas as reuniões (promocionais ou não) patrocinadas pela Indústria Farmacêutica (IF) que se faziam nos serviços dos Hospitais e nos Centros de Saúde estão a partir de agora proibidas.

No mesmo Artigo 9º (ponto 4) é mencionado que a visita médica não sofre qualquer alteração. Para já, digo eu…

Perante este cenário o que vai a IF fazer?

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