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Dezembro 2016

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Não há Burnout nos Médicos de Família? Parece que não!
Tema muito actual, mas sobre o Burnout dos médicos, sinto-me como alguém que entra numa sala às escuras. De repente, a luz acende-se e “pumba”, estou no meio de um ringue de boxe. Sem mais delongas, levo um murro no estômago, acompanhado da notícia que 60% dos médicos estão em Burnout. Ainda sem ar no peito, recebo um Uppercut dizendo que estamos a rebentar com o SNS e que os médicos é que suportam tudo. Fui de imediato ao chão e a luz apagou-se de novo. Fiquei outra vez às escuras.
Isto do Burnout queimou-me todo.

Ela era uma simples mãe, uma médica de família da província. Estava no parque infantil, a empurrar o baloiço do seu filho de 2 anos. De repente um encapuçado surge do nada e esfaqueia a médica até à morte. Um horror presenciado por outras mães e pelas crianças que brincavam no parque aquela hora. Sem que ninguém o detivesse, o assassino afasta-se, da mesma forma como chegou, célere e incógnito.
Porquê falar de Paranóia, da Indústria Farmacêutica e do Natal, a propósito de um crime tão violento?

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