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Novembro 2016

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63 milhões de euros. Nada mau este jackpot!

Na verdade foram 63 175 567,73 €.

Foi este o valor que a Indústria Farmacêutica (IF) declarou no ano de 2015, no site do Infarmed, no âmbito das Comunicações de Transparência e Publicidade (do medicamento).

Haverá com certeza uma certa curiosidade em saber onde foi gasto este valor. Afinal equivale a umas semanas seguidas sem sair o Euromilhões…

Tem ideia de quantas companhias gastaram 50% deste valor? Apenas 10.

E que as três que mais investiram, representam 20% dos 63 milhões?

E que pouco mais do que 80% do valor total foi gasto por 30 companhias?

E sabia que há entidades/congressos a receber mais de 1 milhão de euros?

Digital Kills the Dim’s Stars?
Decerto que matará e muitos Delegados irão de certeza deixar de o ser. É necessário recriar o papel do DIM, através de novas competências e âmbitos de actuação diferentes, mais perto das necessidades do sistema de saúde.
Apesar da diminuição evidente do acesso do DIM ao médico, a oportunidade existe para um novo DIM. Mas é preciso compreender as ameaças e as oportunidades do Digital.

Desculpem não publicar hoje a 2ª parte do post “Substituir o DIM pelo Digital é Bullshit”, mas a relevância de outro acontecimento, obrigou-me a dedicar este post à USF inaugurada com pompa e circunstância, na baixa de Lisboa, no dia 17 de Novembro.
O coordenador frisou as características únicas da instituição. “Criámos uma USF só com médicos recém-especialistas e sem visitas de «delegados de informação médica”. Além do mais, o tema tem tudo a ver com o digital.

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Não, não é Bullshit. Já sei que vão praguejar no Facebook ou noutra plataforma digital dizendo quem é este, para estar aqui a falar? Ou escrever “ser Delegado de Informação Médica, DIM, é que é, que os meus médicos preferem os DIM’s”.
Leiam o artigo e pensem. Depois tornem a pensar se existe alguma forma de travar o inevitável. Não se esqueçam que a mudança continua e quem não muda, é mudado.
Não? Então comecem por pensar no Orçamento para a Saúde de 2017.

Os conceitos são já muito velhos e não sei se têm décadas, séculos ou milénios. Como alguns costumam dizer, no final do dia, o que mais quer ter na sua Companhia? Um grande Market Share no mercado ou ter um grande Share of Mind no seu cliente? E não, uma coisa não implica outra.
Aproxima-se o fim do ano de 2016 e é tempo de começar a pensar nos votos natalícios e nos desejos para 2017, caso queiramos mudar alguma coisa na vida.
O sector da saúde é muito complexo e de difícil compreensão. Mudar algo é difícil, não apenas pela falta de dinheiro, mas porque, por vezes não vemos os efeitos de resistência à mudança feita pelos “lobbies” políticos, corporativos e económicos, que actuam à frente dos nossos olhos.

Em conjunto, lê-se mais rápido.

O conhecimento progride e, de uma forma geral, nunca imprime o erro no que lhe precedeu. O que ocorre e, isto sim é certo, é uma actualização do conhecimento passado. O que era, passa a ser um pouco melhor; mais eficaz; mais rentável.

           O conceito de “equipas multidisciplinares” implica um certo desprendimento de posições conservadoras. Mas, isto não significa que a moderna visão dos cuidados de saúde, se manifeste reaccionária à anterior.

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