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Fevereiro 2016

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– Zé, sou um médico do século 21, em plena era digital. Por isso, o que é que me pode dizer um Delegado de Informação Médica? Consigo ter toda a informação no meu smartphone, ou no tablet e com isso aceder a grupos fechados de colegas para discutir a evidência científica, o “state of the art” e até a experiência de cada um. Tenho à distância de um “click”, casos clínicos, meta-analises e as mais recentes “reviews” das sociedades científicas. Delegados de propaganda, era no teu tempo. Agora já não são precisos.

Na mesa os restantes sorriram, olharam para mim e reiteraram a opinião do colega que falou. Eram cerca de 10 jovens médicos que entraram no SNS nos últimos 5/7 anos. Juntei-os à volta da mesa de jantar para discutir e conversar sobre o papel da IF e dos Delegados, nos tempos actuais.

– Meus caros deixem que vos diga que vocês olham para a prática da Medicina, em pleno século 21, como os vossos pares olharam nas duas últimas décadas do século passado. Mas nessa altura eles não tinham acesso à web e à informação, como hoje vocês têm.

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Lisboa, Novembro de 2015

Como habitualmente a sala estava preparada e as pessoas que chegavam cumprimentavam-se, trocavam breves impressões, apresentavam novas caras e apreciavam o panorama; como se costuma dizer “iam ver e ser vistas”.

Há alguns anos que é assim! Será que não é sempre assim…?

No meio da “multidão”, duas pessoas em particular sentam-se lado a lado. António e Inês eram colegas há alguns anos na mesma empresa, mas sempre em departamentos diferentes. António ligado ao marketing, Inês às vendas. Muitas diferenças os separavam, mas estavam ali com um objectivo em comum: perceber como os dados que iam ouvir se podiam traduzir numa estratégia para a venda do seu produto.

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1 mês!

Qualquer relação costuma celebrar 1 mês de vivência conjunta. Um período onde normalmente tudo “corre sobre rodas”. Há ainda o encantamento das partes, as juras de amor e o sonho de que a felicidade momentânea se prolongue para sempre.

Em “O Principezinho” de Antoine de Saint-Exupéry pode ler-se “Ora vê: por enquanto tu não és para mim senão um rapazinho perfeitamente igual a cem mil outros rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto eu não sou para ti senão uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativares passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E eu também passo a ser única no mundo para ti…”

O Blog Market Access Portugal, não foge à regra. Sim, há precisamente 1 mês que estamos a criar laços, a cativar.

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A minha é maior que a tua?
A partir de uma determinada idade entra-se na lógica de comparar tudo. Mais tarde ou mais cedo esta pergunta acaba sempre por surgir.
Parece haver uma necessidade enorme, ou mesmo um tipo de fetiche, no acto de comparar coisas. Acredito que, mais do que o mero acto de comparar, por vezes interessa mais saber o que se faz com a comparação ou mesmo se estamos preparados para fazer alguma coisa depois de esclarecidos.
Ouvi a pergunta e deixei-me estar quieto. Sabia que a resposta vinha já aí e não deixei de sorrir quando a ouvi.

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Ao folhear uma revista de comunicação interna de uma prestigiada marca de bebidas, deparei-me com um novo termo – FlexEfficiency.

Achei a expressão curiosa e fui investigar a sua origem…

Interessante verificar que mais uma vez a indústria surge como berço da inovação e de novos conceitos. Neste caso, na General Electric (GE), com a criação de enormes geradores de energia que entram em funcionamento quando o vento não sopra ou quando o Sol não brilha, desligando-se quando as energias renováveis estão disponíveis, permitindo assim potenciar ao máximo o uso dessas energias, só usando o gerador quando estritamente necessário.

Para a GE, “FlexEfficiency é a combinação poderosa da eficiência e da flexibilidade operacional. A GE acredita que os produtores e operadores podem gerar electricidade mais custo-efectiva se incluírem considerações de flexibilidade e eficiência na avaliação dos seus modelos, e denominou este conceito de FlexEfficiency.”

De volta à revista da Coca-Cola, e com o mesmo conceito inerente ao da GE, pode ler-se numa página que ”FlexEfficiency é o conceito que define um novo modelo de gestão que, aplicado em todos os processos de trabalho, deve permitir compatibilizar dois objectivos: actuar com flexibilidade para adaptarmo-nos às necessidades do mercado e manter os melhores indicadores de eficiência”.

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Outra Vez! Um ano novo em que tudo irá Mudar…
Todos queremos uma vida melhor e por tradição, no início do ano, é o nosso maior desejo. Passou já um mês de 2016. Como está a sua vida? Melhor?
Melhorar significa quase sempre querer mudar qualquer coisa. Querendo ou não, a mudança que realmente vai impactar a nossa vida já começou em Novembro passado. Mudou o Mundo e a Europa pela força do terrorismo; mudou Portugal, pela mudança de governo e pela forma como tal aconteceu; mudou o desequilíbrio de forças políticas e mudou a Saúde, porque mudou a equipa ministerial e os seus princípios orientadores.
Mas, depois de assistir à mudança das cadeiras, sabe como pensam os novos ocupantes da Avenida João Crisóstomo?

A Saúde está nas primeiras páginas e é notícia de abertura no horário nobre das televisões. Em pano de fundo surge a vontade e a necessidade de mudar para melhor o sector da Saúde. Não esperamos que tudo fique na mesma ou até pior, porque então, não faz sentido algum a mudança que aconteceu. Mas isso significa que o sector vai viver em abundância financeira, com facilidades para o sector do medicamento e para os profissionais do sector da saúde?
Claro que não. E, a não ser que aumente o orçamento para a Saúde, o que não acredito, vamos ter decerto menos dinheiro neste ministério para fazer face aos problemas do dia-a-dia, seja ele com 35 ou 40 horas.
Então como mudar e satisfazer todos os que na Saúde querem ser satisfeitos, (profissionais, indústria do medicamento, MCDT, corporações, associações, sindicatos, farmácias, utentes e doentes) ou seja, ter mais dinheiro?

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