Market Access Portugal

Onde começa e onde acaba?

Este post lê-se em 5 minutos

O que é o Market Access?
Market Access pode definir-se como o processo que assegura o acesso do doente certo, à medicação certa, no tempo certo e a um preço certo.
Este conceito tem estado associado à Indústria Farmacêutica (IF), em particular à obtenção do preço e comparticipação dos medicamentos, o chamado Market Access “Central”.
No entanto, o Market Access pode e deve ser visto de uma forma muito mais abrangente e sem a exclusividade do conceito associada apenas a um dos stakeholders.
O acesso a um medicamento é pensado, analisado e decidido por um vasto número de stakeholders, entre os quais destaco o Infarmed, as ARS, os Hospitais, os ACES, as USF e o médico prescritor, que em última análise é quem decide o que deve prescrever ao seu doente, que a par da farmácia têm uma palavra a dizer…


É neste contexto que o Market Access deve ser encarado. A escolha do medicamento A ou B faz-se no dia-a-dia, em cada Unidade de Saúde, nas estratégias de saúde locais pensadas e adoptadas, em cada consulta, em cada visita feita pelos Delegados de Informação Médica, em cada venda na farmácia; enfim, num sem número de interacções possíveis entre os diversos intervenientes.
Mas estarão estas interacções bem desenvolvidas e aproveitadas?
Só conhecendo as necessidades dos diferentes stakeholders envolvidos na adopção, posicionamento e financiamento do produto é que a IF estará apta a desenvolver mensagens que melhorem as suas hipóteses de sucesso junto dos seus clientes. No mercado actual é tão importante compreender as necessidades dos stakeholders não clínicos como é influenciar os tradicionais decisores clínicos (KOLs, etc).
Para os diversos profissionais de saúde, em particular os médicos e gestores (médicos ou não) é importante, cada vez mais, ter uma visão centrada na realidade da população que servem, não esquecendo as particularidades de cada doente. Cada Unidade Funcional deve adaptar-se ao meio onde está inserida, fazer uma gestão da doença, definir as suas estratégias de saúde locais que permitam atingir os ganhos em saúde pretendidos. Deve sobretudo perceber onde está, para onde quer ir e qual o caminho que deve percorrer.
Por outro lado, estes dois lados (IF e profissionais/ instituições de saúde) nem sempre, ou quase nunca, trabalham em conjunto na definição do melhor acesso.
Quer num caso, quer no outro são necessárias as competências e o know-how adequados às actuais exigências do mercado.

O que é o Market Access Portugal (MAP)?
É precisamente este espaço que o Market Access Portugal vem ocupar.
O http://www.marketaccessportugal.com é um blog sobre Market Access em Portugal, um espaço de inovação na forma de pensar a gestão da saúde ao nível do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e da Indústria Farmacêutica (IF).
O Market Access Portugal pretende ser um “Hub” do pensamento estratégico para a Saúde, a um nível prático, que seja útil para todos os que diariamente contribuem para o acesso dos doentes aos medicamentos.
Market Access Portugal pretende ser uma referência do Market Access “local”, aquele que verdadeiramente faz a diferença no terreno todos os dias, aquele que influencia a escolha.
Temos consciência que para isso é necessário um longo caminho, uma comunicação comum e que será preciso elevar as competências de muitos profissionais.
É aí que pretendemos estar, a transformar as relações actuais entre diferentes stakeholders em negociações win-win.
Este blog será um fórum de discussão, aprendizagem e influência; de uniformização da linguagem, da comunicação e das competências necessárias para uma boa resposta à realidade do mercado actual e futuro.

Como vamos fazer?
Através de uma abordagem aos temas ousada, provocatória, de qualidade e focada nas melhores soluções para que quem nos segue consiga inspirar-se e impactar o seu ACES, a sua USF, o seu produto ou a sua visita.
O conhecimento e a vivência que temos da realidade do SNS e da IF permite-nos avançar com um conjunto de soluções que garantem um caminho novo, até aqui pouco conhecido.
Para as diferentes Instituições de Saúde, é possível encontrar um caminho que respeitando as boas práticas, consiga garantir o acesso do doente à melhor terapêutica, ganhando tempo e poupando dinheiro, sem comprometer os indicadores de saúde (contratualizados ou não).
Para a IF é possível demonstrar o valor dos produtos junto dos decisores e prescritores de uma outra forma, que permita um verdadeiro trabalho de parceria.
Sobretudo, há uma nova maneira de pensar e gerir saúde!

O que podem esperar de nós e o que esperamos de vós (leitores/ followers)?
A nossa vasta experiência no mercado farmacêutico, bem como o profundo conhecimento do Serviço Nacional de Saúde, com um ênfase nos Cuidados de Saúde Primários, levaram-nos a construir um MAP(A) que, estamos certos, ajudará todos os que nos seguem a encontrar o caminho para chegar ao seu destino.
Da vossa parte, o que pretendemos é que nos sigam e que nos dêem feedback, proponham temas, e que discordem…

Nós já construímos um MAP(A).
De que está à espera para encontrar o seu?
“Find your map (with us)”

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