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Janeiro 2016

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Todos conhecemos a história que conta a forma como Newton descobriu a lei da gravidade. Certo dia estando Newton sentado, a pensar debaixo de uma macieira, eis que lhe cai uma maçã na cabeça, tendo ele questionado porque é que a maça caía na vertical em direcção ao solo. Daí à formulação da lei da gravitação universal foi um instante.

Apesar de todos os objectos serem atraídos pela Terra, a verdade é que a maçã terá caído porque o seu pé amadureceu, não conseguindo suster mais o seu peso, sendo este amadurecimento parte do ciclo de reprodução da árvore.

O ciclo da vida depende em grande parte do crescimento do ser vivo e portanto da sua Maturidade.

Ann Landers, escritora e colunista americana do Séc. XX, disse que a “Maturidade não é o envelhecimento, mas sim o resultado de um crescimento mais sábio”.

Será então que com a quantidade de informação de que hoje dispomos (supostamente contribuindo para um crescimento mais sábio) podemos falar de Maturidade em saúde?

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Numa conversa circunstancial com um Director de Marketing de uma multinacional farmacêutica sobre o futuro do medicamento em Portugal e sobre o tema dos dois posts anteriores, “Vamos Meter Água na Saúde” e a “Value Story”, ouvi algo que me deixou outra vez pensativo sobre o tema. Alguém que promovia uma actividade de um certo grupo de USF’s veio solicitar-lhe apoio para um determinado evento. A resposta foi e passo a citar – “Apoiar as USF? Não obrigado. Elas só querem prescrever genéricos e até estão contra a Indústria. Então acham que eu vou investir dinheiro neles? Nem pensar”.

Eu ouvi, aprendi e não me admirei.

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Há uns dias aceitei o desafio do meu filho de 11 anos (basicamente fui obrigado) a participar numa iniciativa da sua professora de português que pretendia que os pais partilhassem com os alunos um livro que os tivesse marcado.

Eu e outro pai (pelo que sei também empurrado) comparecemos perante uma turma de 6º ano de 28 alunos. A expectativa era enorme e a nossa vontade de transmitir o gosto pela leitura e o que os livros nos ensinam e potenciam a nossa imaginação, também. As escolhas foram muito diferentes, variando entre a literatura portuguesa e a ciência, com “A Cidade e as Serras” de Eça de Queirós e “Está a brincar, Sr. Feynman!” de Richard P. Feynman.

Da difícil escolha de melhor local para viver entre a cidade e as serras, os alunos foram levados para o mundo da física, conhecendo o lado mais divertido de um prémio Nobel.

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Vamos Meter Água na Saúde

Sim, meter água na saúde é exactamente o que queremos dizer.
Não podemos esquecer que “Os primeiros nove meses de 2015 foram os mais quentes alguma vez registados no planeta e Setembro foi mesmo o mais quente dos 1.629 meses registados, anunciou esta quarta-feira a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). (in Observador, 21 Outubro 2015). Quando estas alterações climáticas surgem, a água escasseia e torna-se o bem mais precioso e até nalgumas partes do mundo vale mais do que ouro, vale até a Vida.
Meter água na saúde não é propriamente fazer asneira ou fazer qualquer coisa de errado. Se água é vida, meter água na saúde é dar mais vida à Saúde. E em tempos de seca, imaginem a falta que a água faz.

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O que é o Market Access?
Market Access pode definir-se como o processo que assegura o acesso do doente certo, à medicação certa, no tempo certo e a um preço certo.
Este conceito tem estado associado à Indústria Farmacêutica (IF), em particular à obtenção do preço e comparticipação dos medicamentos, o chamado Market Access “Central”.
No entanto, o Market Access pode e deve ser visto de uma forma muito mais abrangente e sem a exclusividade do conceito associada apenas a um dos stakeholders.
O acesso a um medicamento é pensado, analisado e decidido por um vasto número de stakeholders, entre os quais destaco o Infarmed, as ARS, os Hospitais, os ACES, as USF e o médico prescritor, que em última análise é quem decide o que deve prescrever ao seu doente, que a par da farmácia têm uma palavra a dizer…

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Bem-vindo ao Blog sobre Market Access Portugal.

Nem pensem nisso. Este blog não é um desejo do novo ano de 2016!
Há muito que a ideia percorre as sinapses dos nossos cérebros e só não surgiu antes por mera preguiça mental e pelo fado de ser português – pensamos que isto não vai servir para nada, que ninguém vai ler, comentar ou perceber o que escrevemos. Bom, já perceberam que se estão a ler estas palavras, foi porque decidimos lançar o blog Market Access Portugal. Mas apesar disso, mantemos algumas questões.

Faz sentido lançar este blog num país periférico, pequeno e sem importância para os mercados mundiais?
Faz sentido em Portugal falar e discutir sobre o acesso à saúde, aos medicamentos e dispositivos médicos?
Faz sentido para quem diariamente lida com este tema, (seja do lado do pagador, do utente, do profissional de saúde, do laboratório, jornalista, político ou qualquer outra pessoa que se interesse por Saúde), partilhar ideias, conhecimento e soluções?

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